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O Plano para ‘Dividir e Fragmentar’ a Rússia

Posted by on 21/01/2024

“Durante décadas, a ideia de desmantelar a União Soviética e a Rússia foi constantemente cultivada nos países ocidentais. Infelizmente, em algum momento, surgiu a ideia de usar a Ucrânia para atingir esse objetivo. De fato, para evitar tal desenvolvimento, lançamos a operação militar especial (SMO). Isso é precisamente o que alguns países ocidentais – liderados pelos Estados Unidos – almejam; para criar um enclave anti-russo e depois nos ameaçar dessa posição. Evitar que isso aconteça é o nosso principal objetivo”. – Vladimir Putin

O Plano para dividir e fragmentar a Rússia

Fonte: The UnzReview.com

Aqui está o seu teste geopolítico do dia: o que Angela Merkel quis dizer quando disse “que a Guerra Fria nunca acabou realmente porque, em última análise, a Rússia nunca foi pacificada”?

  • (1)Merkel estava se referindo ao fato de que a Rússia nunca aceitou seu papel subordinado na “Ordem baseada em regras”.
  • (2) Merkel estava se referindo ao fato de que o colapso econômico da Rússia em 1991 não produziu o “estado complacente” que as elites ocidentais desejavam.
  • (3) Merkel está sugerindo que a Guerra Fria nunca foi realmente uma luta entre democracia e comunismo, mas um esforço de 45 anos para “pacificar” [destruir e dividir] a Rússia.
  • (4) O que Merkel quis dizer é que os Estados ocidentais – particularmente os Estados Unidos– não querem uma Rússia forte, próspera e independente, mas querem um estado e povo um lacaio servil que faz o que eles mandam.
  • (5) Todas as opções acima.

Se você escolheu o (5) dê um tapinha nas costas. Essa é a resposta certa.

No passado, Angela Merkel confirmou o que muitos analistas vêm dizendo há anos, que as relações hostis de Washington com a Rússia – que datam de mais de um século – nada têm a ver com ideologia, ‘mau comportamento’ ou suposta “agressão não provocada” dos russos.

A “principal ofensa” da Rússia é que ela ocupa uma área estratégica do mundo que contém vastos recursos naturais, com área de 17.075.400 quilômetros quadrados [11,5% do território do globo]. É o maior país do planeta, cobrindo mais de um nono da superfície terrestre, e que dominá-la é fundamental para o plano de “Pivô para a Ásia” dos psicopatas, a maioria de khazares, de Washington.

O verdadeiro crime da Rússia é que sua mera existência representa uma ameaça ao projeto globalista de espalhar as bases militares dos EUA pela Ásia Central, cercar a China e se tornar a hegemonia regional e global na região mais próspera e populosa do mundo.

Tanta atenção tem sido dada ao que Merkel disse sobre o Tratado de Minsk, que seus comentários mais alarmantes foram totalmente ignorados. Aqui está um pequeno trecho de uma entrevista recente que Merkel deu a uma revista italiana:

Os Acordos de Minsk de 2014 foram uma tentativa de dar tempo à Ucrânia. A Ucrânia aproveitou esse período para se fortalecer [militarmente], como se vê hoje. O país de 2014/2015 não é o país de hoje….
Todos nós sabíamos que era um conflito congelado, que o problema não estava resolvido, mas foi precisamente isso que deu à Ucrânia um tempo precioso”. (“Angela Merkel: Kohl aproveitou sua voz e construção”, Corriere Della Sera)

Merkel admite francamente que participou de uma fraude de 7 anos que visava enganar a liderança russa fazendo-a pensar que a Europa realmente queria a paz, mas não foi este o caso. Na verdade, as potências ocidentais sabotaram deliberadamente o tratado de Minsk para ganhar tempo para armar e treinar um exército ucraniano que seria usado em uma guerra contra a Rússia.

Mas esta já é uma notícia velha. O que achamos mais interessante é o que Merkel disse após seus comentários sobre o Acordo de Minsk. Aqui está o seu discurso:

Quero falar com você sobre um aspecto que me faz pensar. É o fato de que a Guerra Fria nunca acabou de verdade, porque no final das contas a Rússia nunca foi pacificada [conquistada]. Quando Putin invadiu a Crimeia em 2014, foi excluído do G-8. Além disso, a OTAN destacou tropas na região do Báltico, para demonstrar sua prontidão para intervir. E nós também decidimos destinar 2% do PIB para gastos militares com defesa. CDU e CSU foram as únicas a mantê-lo no programa de governo. Mas nós também deveríamos ter reagido mais rapidamente à agressividade da Rússia. (“Angela Merkel: Kohl aproveitou sua voz e construção” – Corriere Della Sera)

Esta é uma admissão surpreendente. O que Merkel está dizendo é que “a Guerra Fria nunca terminou” porque o objetivo principal de enfraquecer (“pacificar”) a Rússia – a ponto de não poder defender seus próprios interesses vitais ou projetar poder além de suas fronteiras – não foi alcançado. Merkel está sugerindo que o principal objetivo da Guerra Fria não era derrotar o comunismo (como nos disseram), mas dividir e criar uma colônia russa complacente que permitiria que o projeto globalista avançasse sem impedimentos. Como podemos ver na Ucrânia, esse objetivo não foi alcançado; e a razão pela qual não foi alcançado é porque a Rússia é poderosa o suficiente para bloquear a expansão da OTAN para o leste. Em suma, a Rússia tornou-se o maior obstáculo à estratégia globalista de dominação mundial.

Vale a pena notar que Merkel nunca menciona a suposta “agressão não provocada” da Rússia na Ucrânia como o principal problema. Na verdade, ela não faz nenhuma tentativa de defender essa alegação espúria. O verdadeiro problema de acordo com Merkel é que a Rússia não foi “pacificada”. Pense sobre isso. Isso sugere que a justificativa para a guerra é diferente daquela promovida pelas Pre$$tituta$ da mídia. O que isso implica é que o conflito é impulsionado por objetivos geopolíticos que foram ocultados por trás da cortina de fumaça da “invasão”. Os comentários de Merkel esclarecem a esse respeito, ao identificar o objetivo real; “pacificação” [eliminação da Rússia].

Em um minuto, mostraremos que a guerra foi desencadeada por “objetivos geopolíticos” e não pela suposta “agressão” da Rússia, mas primeiro precisamos revisar as ideias que estão alimentando o impulso para a guerra. O principal corpo de princípios sobre os quais a política externa dos Estados Unidos se baseia é a Doutrina Wolfowitz [um judeu khazar], cujo primeiro rascunho foi apresentado no Guia de Planejamento de Defesa em 1992. Aqui está um pequeno trecho desta “doutrina”:

Nosso primeiro objetivo é impedir o ressurgimento de um novo rival, seja no território da ex-União Soviética ou em outro lugar, que represente uma ameaça da ordem daquela representada anteriormente pela União Soviética. Esta é uma consideração dominante subjacente à nova estratégia de defesa regional e exige que nos esforcemos para evitar que qualquer potência hostil domine uma região cujos recursos, sob controle consolidado, seriam suficientes para gerar poder global.

Aí está em preto e branco: a principal prioridade da política externa dos EUA “é impedir o ressurgimento de um novo rival, seja no território da ex-União Soviética ou em outro lugar, que represente uma ameaça da ordem daquela colocada anteriormente pela União Soviética.” Isso mostra a importância que Washington DC e seus aliados [lacaios] atribuem ao território ocupado pela Federação Russa. Também mostra a determinação dos líderes ocidentais em impedir que qualquer estado soberano controle a área que os EUA precisam para implementar sua grande estratégia.

A divisão e fragmentação do vasto território da Rússia e de suas imensas riquezas naturais sempre foi o “SONHO MOLHADO” dos judeus khazares e dos psicopatas de Washington DC

Não é preciso ser um gênio para descobrir que a transformação da Rússia em um estado forte e independente não apenas a colocou diretamente na mira de Washington, mas também aumentou muito as chances de um confronto direto. Simplificando, o retorno rápido da Rússia às fileiras das grandes potências a colocou na “lista de inimigos” de Washington e um alvo lógico para a agressão dos EUA.

Então, o que isso tem a ver com a entrevista de Merkel?

Implícito nos comentários de Merkel está o fato de que a dissolução do estado comunista e o colapso da economia russa não foram suficientes para deixar a Rússia “pacificada”. Ela está, de fato, expressando seu apoio a medidas mais extremas. E ela sabe quais serão essas medidas; mudança de regime seguida de uma fragmentação violenta do país em várias regiões sem a sua original unidade.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin está bem ciente desse plano maligno e o discutiu abertamente em muitas ocasiões. Dê uma olhada no diálogo abaixo de uma reunião liderada por Putin há apenas algumas semanas:

“O objetivo de nossos inimigos é enfraquecer e dividir nosso país. Tem sido assim há séculos. Eles acreditam que nosso país é muito grande e representa uma ameaça (para eles), por isso deve ser enfraquecido e dividido. De nossa parte, sempre buscamos uma abordagem diferente; sempre quisemos fazer parte do chamado ‘mundo civilizado (ocidental)’. E após o colapso da União Soviética, pensamos que finalmente nos tornaríamos parte desse ‘mundo’. Mas, como se viu, não fomos bem-vindos, apesar de todos os nossos esforços. Nossas tentativas de fazer parte desse mundo foram rejeitadas. Em vez disso, eles fizeram tudo o que puderam – incluindo ajudar terroristas no Cáucaso – para acabar com a Rússia e desmembrar a Federação Russa.” – Vladimir Putin

O que queremos dizer é que os pontos de vista de Merkel se alinham perfeitamente com os dos neoconservadores. Eles também se alinham com os de todo o establishment político ocidental que unanimemente deu seu apoio a um confronto com a Rússia. Além disso, a Estratégia de Segurança Nacional, a Estratégia de Defesa Nacional e o último relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso mudaram seu foco da guerra contra o terrorismo internacional para uma “grande competição de poder” com a Rússia e a China. Não surpreendentemente, os documentos têm pouco a ver com “competição”, ao contrário, fornecem uma justificativa ideológica para as hostilidades com a Rússia. Em outras palavras, os Estados Unidos lançaram as bases para um confronto direto com a maior superpotência nuclear do mundo.

Confira este breve clipe do Relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso intitulado Renewed Great Power Competition: Implications for Defense — Issues for Congress [Competição renovada das Grandes Potências: implicações para a Defesa — questões para o Congresso] :

O objetivo dos EUA de prevenir o surgimento de hegemonias regionais na Eurásia… de poder grande o suficiente para ser capaz de ameaçar os “interesses vitais” dos EUA; e (2) que a Eurásia não é auto-regulada de forma confiável em termos de prevenção do surgimento de hegemonias regionais, o que significa que não se pode contar com os países da Eurásia para impedir, por meio de suas próprias ações, o surgimento de hegemonias regionais, e pode precisar de assistência de um ou mais países fora da Eurásia para poder fazer isso de forma confiável.”….

De uma perspectiva dos EUA sobre grande estratégia e geopolítica, pode-se notar que a maioria das pessoas, recursos e atividades econômicas do mundo estão localizadas não no Hemisfério Ocidental, mas no outro hemisfério, particularmente na Eurásia. Em resposta a essa característica básica da geografia mundial, os formuladores de políticas dos EUA nas últimas décadas optaram por buscar, como elemento-chave da estratégia nacional dos EUA, o objetivo de impedir o surgimento de hegemonias regionais na Eurásia. Embora os formuladores de políticas dos EUA muitas vezes não declarem explicitamente em público o objetivo de impedir o surgimento de hegemonias regionais na Eurásia, as operações militares dos EUA nas últimas décadas – tanto operações de guerra quanto operações do dia-a-dia – parecem ter sido realizadas em grande parte em apoio a este objetivo”. (“Renewed Great Power Competition: Implications for Defense—Issues for Congress”, US Congress)

Parece muito com a Doutrina Wolfowitz, não é? (O que sugere que o Congresso dos EUA se mudou para o campo neocon.) Há algumas coisas que valem a pena considerar neste pequeno trecho:

(1) Que “o objetivo dos EUA de impedir o surgimento de hegemonias regionais na Eurásia” nada tem a ver com a sua própria “defesa nacional”. É uma declaração direta de guerra contra qualquer nação que usa com sucesso o livre mercado para fazer sua economia crescer. É particularmente perturbador que a China esteja na lista de alvos de Washington quando a terceirização e o offshoring corporativo dos EUA foram tão importantes para o sucesso da China. As indústrias dos EUA mudaram seus negócios para a China para evitar pagar qualquer coisa acima de um salário de escravo. A China é culpada por isso?

(2) O fato de a Eurásia ter mais “pessoas, recursos naturais em abundância e atividade econômica” do que a América não constitui uma “ameaça” à segurança nacional dos EUA. Representa apenas uma ameaça às ambições das elites ocidentais que desejam usar o Exército dos EUA para perseguir sua própria agenda geopolítica de controle global.

(3) Finalmente: Observe como o autor reconhece que o governo deliberadamente engana o público sobre seus objetivos reais na Ásia Central. Ele diz: “Os formuladores de políticas dos EUA geralmente não declaram explicitamente em público o objetivo de impedir o surgimento de hegemonias regionais na Eurásia, as operações militares dos EUA nas últimas décadas – tanto operações de guerra quanto operações do dia-a-dia – parecem ter sido realizadas em grande parte em apoio desta meta”. Em outras palavras, toda a bobagem sobre “liberdade e democracia” é apenas bobagem para as massas ignorantes e manipuladas. Os objetivos e interesses reais são controlar os “recursos abundantes, atividade econômica” e poder total.

A Estratégia de “Segurança Nacional-NSS” e a Estratégia de “Defesa Nacional-NDS” são igualmente explícitas ao identificar a Rússia como um inimigo de fato dos Estados Unidos. Isso é do NSS:

A Rússia representa uma ameaça imediata e contínua à ordem de segurança regional na Europa e é uma fonte de perturbação e instabilidade globalmente…

A Rússia agora representa uma ameaça imediata e persistente à paz e estabilidade internacional….

A Rússia representa uma ameaça imediata ao sistema internacional livre e aberto, desrespeitando imprudentemente as leis básicas da ordem internacional… (“The 2022 National Security Strategy”, White House)

E, por último, a Estratégia de Defesa Nacional 2022 reitera os mesmos temas das demais; A Rússia e a China representam uma ameaça sem precedentes à “ordem baseada em regras”. Aqui está um breve resumo de um artigo no World Socialist Web Site:

A Estratégia de Defesa Nacional de 2022… deixa claro que os Estados Unidos…. vê a subjugação da Rússia como um trampolim crítico em direção ao conflito com a China.… A erupção do imperialismo americano… tem como alvo cada vez mais direto a Rússia e a China, que os Estados Unidos veem como os principais obstáculos ao seu domínio irrestrito do mundo. Os estrategistas dos EUA há muito consideram a dominação da massa terrestre da Eurásia, com seus vastos recursos naturais, como a chave para a dominação global”.  (“Pentagon national strategy document targets China”, Andres Damon, World Socialist Web Site)

O que esses três documentos estratégicos mostram é que o Washington BrainTrust estava preparando a base ideológica para uma guerra com a Rússia muito antes de o primeiro tiro ser disparado na Ucrânia. Essa guerra está em andamento, embora o resultado esteja longe de ser certo.

A estratégia daqui para frente parece ser uma versão do Plano Cheney, que recomendava a divisão e o desmembramento da própria Rússia, “para que nunca mais ela pudesse ser uma ameaça para o resto do mundo”. Aqui está mais de um artigo de Ben Norton:

“O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney, um dos principais arquitetos da Guerra do Iraque, não queria apenas desmantelar a União Soviética; ele também queria acabar com a própria Rússia, para impedi-la de se erguer novamente como uma potência política significativa… comunicou isso a colegas como Robert Gates, explica parcialmente a postura agressiva que Washington assumiu em relação à Federação Russa desde a derrubada da URSS.

A realidade é que o império dos EUA simplesmente nunca permitirá que a Rússia desafie sua dominação unilateral da Eurásia, apesar do fato de que o governo em Moscou restaurou o capitalismo. É por isso que não surpreende que Washington tenha ignorado totalmente as preocupações de segurança da Rússia, quebrando sua promessa de não expandir a OTAN “uma polegada para o leste” após a reunificação alemã, cercando Moscou com adversários militarizados empenhados em desestabilizá-la.

A divisão da Rússia em vários estados menores tem sido o sonho dos neoconservadores e dos judeus khazares. A diferença agora é que esse mesmo sonho é compartilhado por líderes políticos em todo o Ocidente e em Israel. Comentários recentes de Angela Merkel ressaltam o fato de que os líderes ocidentais estão agora comprometidos em alcançar os objetivos não realizados da Guerra Fria.

Eles pretendem usar o confronto militar para afetar o resultado político que buscam, que é uma Rússia significativamente enfraquecida, dividida, incapaz de bloquear a projeção de poder [do Deep State/Khazares] de Washington na Ásia Central. Seria difícil imaginar uma estratégia mais perigosa e suicida contra o pais com a maior quantidade de bombas nucleares do planeta.


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